15/07/2020 10:00
Garantindo a segurança digital no ambiente da Indústria 4.0

Imagine o seguinte cenário: você pede para a Alexa ligar a TV e ela responde "faça você mesmo". Isso poderia acontecer milhões de vezes a não ser que as pessoas tomem medidas para proteger seus dispositivos IoT. A situação é ainda pior em ambientes industriais. A manufatura inteligente, ou seja, a Indústria 4.0, depende de uma forte integração entre sistemas de Tecnologia da Informação (TI) e sistemas de Tecnologia Operacional (TO). O software de planejamento de recursos empresariais (ERP) evoluiu para sistemas de gerenciamento de cadeia de suprimentos (SCM), alcançando todos os limites organizacionais e nacionais para reun ir todas as formas de insumos, separando o desenvolvimento e a produção de subcomponentes e entregando produtos acabados, pagamentos, e recursos em uma tela global.

Cada uma dessas sinergias cumpre um objetivo de negócio: otimizar recursos escassos em diversas fontes; minimizar as despesas de manufatura, transporte e armazenamento em todas as regiões; preservar a continuidade das operações diversificando os fornecedores; maximizar as vendas entre vários canais de entrega. A cadeia de suprimentos inclui não apenas matérias-primas para fabricação, mas também fornecedores terceiros de componentes, pessoal terceirizado para funções de negócios não essenciais, software de código aberto para otimizar os custos de desenvolvimento e subcontratados para cumprir o projeto especializado, tarefas de monta gem, teste e distribuição. Cada elemento da cadeia de suprimentos é uma superfície de ataque.

O desenvolvimento de software tem sido há muito tempo um esforço de equipe. Desde 1970 as empresas não procuram mais o desenvolvedor excepcional e talentoso, cujo código era requintado, impecável e impossível de manter. Agora, os projetos devem ser claros em toda a equipe, e os testes exigem estreita colaboração entre arquitetos, designers, desenvolvedores e produção. As equipes identificam os requisitos de negócios e, em seguida, compõem uma solução a partir de componentes provenientes de bibliotecas compartilhadas publicamente. Essas bibliotecas podem conter outras dependências de outro código terceiro de origem desconhecida.

Testes simplificados dependem da qualidade das bibliotecas compartilhadas, mas as suas rotinas podem ter defeitos latentes (ou intencionalmente ocultos) que não aparecem até que em um ambiente de produção vulnerável. Quem testa o GitHub? O escopo dessas vulnerabilidades é assustador. A Trend Micro publicou um relatório, Attacks on Smart Manufacturing Systems: A Forward-looking Security Analysis , que examina a superfície de ataque da Indústria 4.0.

Dentro da operação de fabricação, a mistura de TI e TO expõe superfícies de ataque adicionais. Robôs industriais são um exemplo claro. Eles são máquinas de precisão incansáveis programadas para executar tarefas exigentes de forma rápida e perfeita. O que a indústria fazia antes dos robôs? As fábricas ou se baseavam em produtos feitos à mão ou em máquinas não-programáveis que precisavam ser reformuladas para qualquer mudança nas especificações do produto. A tecnologia construída à mão exigia maquinistas altamente qualificados, que são caros e ex igem tempo para entregar.

Robôs não-programáveis exigem tempo de inatividade para o reequipamento, um processo que pode levar semanas. Antes de robôs industriais programáveis, as fábricas de automóveis entregariam um único estilo de corpo ao longo de vários anos de produção. Robôs programáveis podem produzir diferentes configurações de materiais sem tempo de inatividade. Eles são usados em todos os lugares na manufatura, armazenamento, centros de distribuição, agricultura, mineração e, em breve, orientando veículos de entrega. A cadeia de suprimentos é automatizada, no entanto, ela não é segura.

Os protocolos de robôs industriais dependem do pressuposto de que o ambiente foi isolado. Um controlador governaria as máquinas em um local. Uma vez que a conexão entre o controlador e os robôs gerenciados era com fio, não havia necessidade de identificação do operador ou verificação de mensagem. Meu controlador nunca veria seu robô, e só se conectaria ao meu robô, então as mensagens trocadas não precisavam de autenticação. Cada dispositivo assumiu que todas as suas conexões foram verificadas externamente. Até mesmo os sistemas de segurança assumiram que a rede era imaculada e confiável. Nenhum protoc olo incluiu qualquer controle de segurança ou privacidade. E então, a Indústria 4.0 adotou comunicação sem fio.

A mudança, que economizou o custo de colocar cabos na fábrica, abriu essas redes para espionagem e ataques. Todo possível ataque contra robôs industriais está acontecendo agora. Os criminosos estão forjando comandos, alterando especificações, alterando ou reprimindo alertas de erro, modificando estatísticas de saída e reescrevendo logs. As consequências podem ser vastas, mas quase indetectáveis. No atual relatório sobre Rogue Robots , nossa equipe de Forward-looking Threat Research, colaborando com a Politecnico di Milano (POLIMI), analisa a gama de ataques específicos que os robôs de hoje enfrentam e as possíveis consequências que esses ataques podem ter.

Os proprietários e operadores de robôs programáveis devem prestar atenção às novas ameaças advindas dessa mudança e pensar em formas de manter seus sistemas, processos e robôs seguros. Quando se trata de cibersegurança, as consequências podem ser devastadoras, então, como diria o ditado, é melhor prevenir do que remediar.


 

Marisa Travaglin é head de Marketing Brasil da Trend Micro. 

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

13/07/2020 10:00
Saúde Bucal: Implantodontia Contemporânea
Foto: Reprodução

A implantodontia é a especialidade da odontologia responsável por reabilitar a perda do elemento dentário através da implantação cirúrgica de um parafuso de titânio no interior do tecido ósseo, sobre o qual se instala uma prótese dentária confeccionada em laboratório.

Quando bem planejado e realizado por profissional especializado, o processo cirúrgico é normalmente previsível e sem intercorrências. O pós-operatório é praticamente indolor, com uma taxa de sucesso acima de 95% dos casos. As pequenas peças confeccionadas em titânio, que imitam o formato da raiz do dente, são instaladas nos ossos da mandíbula e/ou maxila por meio de instrumentos rotatórios, obedecendo um rigoroso protocolo de biossegurança, visando assim à osseointegração, ou seja, a fixação adequada do implante ao osso.

Ao longo das últimas cinco décadas, a busca por melhores tratamentos e desenvolvimento de novas técnicas foi constante na implantodontia. Atualmente, existem técnicas cirúrgicas conservadoras planejadas virtualmente, sem corte, portanto com pouco sangramento, proporcionando assim a melhor recuperação do paciente. Os implantes dentários modernos vêm garantindo excelentes resultados, desde que bem instalados e indicados corretamente, a partir de cuidadosa anamnese e detalhado exame clínico para avaliação do quadro de saúde geral e condição bucal do paciente.

Devido aos enormes avanços da engenharia que proporcionaram o aperfeiçoamento no desenho das roscas e na textura da superfície dos implantes é possível, em alguns casos, reabilitar os pacientes desdentados de forma imediata. Por ter atingido um elevado nível de previsibilidade, quando corretamente indicada, a “Técnica da Carga Imediata” tem atualmente um lugar de destaque e grande importância na clínica de implantodontia contemporânea. Nesta técnica não há necessidade de se aguardar o tempo de 4 a 6 meses para se realizar a colocação de uma prótese sobre o implante, como ocorre na técnica tradicional. No mesmo dia da instalação da peça de titânio, o paciente já pode sair do consultório com uma coroa provisória em acrílico, para posterior confecção da coroa definitiva em porcelana.

Merecem destaque também os enxertos ósseos e as técnicas avançadas de manipulação do tecido gengival, os quais têm aumentado as chances de sucesso das reabilitações orais com implantes dentários, devolvendo assim às pessoas o prazer de viver com um belo sorriso. Pode-se constatar então que a implantodontia contemporânea, integrada às outras especialidades, como a periodontia, a estética dental e a ortodontia, tem ajudado a resgatar a autoestima e qualidade de vida dos nossos pacientes, na medida em que eles têm suas funções mastigatória, fonética e estética recuperadas.


 

Dr. Tonio Zandoná é especialista em Implantes Dentários.

 

 

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

13/07/2020 10:00
Receita de bem viver em tempos de pandemia

Se nos dissessem que 2020 começaria com o mundo sofrendo uma pandemia provocada por um novo vírus, não acreditaríamos. De repente, os planos mudaram e nós nos vimos tendo que reformular projetos e encarar uma rotina de distanciamento social reclusos em nossas casas. Viver bem esse momento de isolamento requer a sabedoria de olhar para si e, a partir daí, redescobrir pequenos prazeres. No meu caso, foi um hobby que virou paixão e o meu refúgio nestes tempos difíceis. Falo da grande arte: a gastronomia. Movido pelo entusiasmo, decidi dedicar mais tempo da minha rotina forçada pela pandemia ao preparo de novas receitas, a descoberta de novos ingredientes, texturas e ao estudo das culturas e estilos que envolvem o ato de preparar receitas.

Em pouco tempo, comecei a gravar vídeos e compartilhar o conhecimento obtido através dos meus estudos pelas redes sociais, tudo de forma muito intuitiva e amadora, dentro da rotina normal de uma casa com 3 crianças que demandam tempo e atenção de um pai. E foi aí que a mágica aconteceu: um pequeno grupo de amigos passou a encaminhar os vídeos a outros e o que era pequeno ganhou força e forma. Comecei a receber mensagens de pessoas conhecidas e desconhecidas, de várias regiões do país e do mundo, com depoimentos sobre como a minha gastronomia estava dando significado às suas vidas, sobre como cozinhar estava sendo auxiliar ao tratamento de alguns transtornos tão comuns nos dias de hoje, como a ansiedade; e sobre como eu estava levando alegria através do meu hobby. O resultado não poderia ter sido melhor e essa troca me tem sido valiosa.

A transformação dos alimentos carrega a magia de nos transportar a outros lugares, nos faz viajar no tempo através de um aroma, nos permite criar lembranças únicas e momentos de integração, o que me leva a pensar em como o ato de cozinhar pode ser integrador, terapêutico e solidário - sim, porque se existe algo mais humano e solidário que "dar de comer a quem tem fome", sendo esta a mais básica das necessidades de todo ser humano, eu desconheço. Na gastronomia, eu encontrei a minha receita de bem viver nestes tempos de pandemia. E recomendo. 


Patrick Lima é chef de cozinha e empresário.

 

 

 

 

11/07/2020 10:00
O "novo normal" e o trânsito
Foto: Fernando Frazão/AB

Mesmo diante dos primeiros sinais de achatamento da curva de infecção pelo novo Coronavírus, a Covid-19 ainda é a grande preocupação do mundo atual. As medidas de isolamento e distanciamento social e os lockdowns nos colocaram diante de cenas nunca antes vistas em cidades globalizadas: ruas esvaziadas, prédios comerciais sem movimento e pouca circulação de veículos. 

Em Fortaleza, a Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) contabilizou redução de 71% no número de acidentes envolvendo veículos entre os dias 20 de março e 31 de maio em comparação com o mesmo período do ano passado. Em consequência, o Instituto Dr. José Frota (IJF), principal hospital de trauma da cidade, percebe a redução de casos na emergência envolvendo essas ocorrências. Em abril, a queda no número de vítimas do trânsito atendidas no hospital foi de 35% comparado ao mesmo período de 2019.

Diante das primeiras experiências de reabertura da economia e de mais pessoas circulando nas vias (num ensaio do que será o "novo normal"), é interessante refletir sobre o cenário possível para alcançarmos a paz no trânsito: por meio da busca por mais calma e prudência nas nossas atitudes. Em um mundo em que as atividades do dia a dia nos pedem pressa, uma doença ainda pouco conhecida e de efeitos imprevisíveis nos coloca em posição de autocuidado permanente. 

No trânsito, a redução de acidentes ao número alcançado no período atual é plenamente possível. Isso pode acontecer se percebermos que a maioria desses acidentes pode ser evitada quando agimos conforme o que aprendemos nas autoescolas: obedecendo às leis de trânsito, aplicando a direção defensiva e exercendo o controle responsável dos nossos veículos. Na prática, essas atitudes são uma demonstração de autocuidado e de preservação da vida que todos podemos adotar cada vez que assumimos a posição de condutores. 

Desejo que voltemos às nossas atividades em breve, mas que seja em um momento seguro para todos e para contribuir no desenvolvimento de um ambiente pacífico - e que isso faça parte do conceito de "novo normal" que podemos construir a partir de agora.


 

José Eliardo Martins é presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Veículos do Estado do Ceará (SindCFCs). 

 

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

10/07/2020 10:00
Os desafios da retomada às aulas

Segundo um balanço da Unesco, em abril 1,5 bilhões de crianças e adolescentes ficaram fora da escola em 188 países em virtude do COVID-19. Após 60 dias, em média, de aulas à distância, alguns países apresentaram redução e estabilidade de casos e iniciaram o retorno às aulas presenciais. 

A retomada às aulas trouxe ao sistema educacional inúmeros desafios quanto à fatores sociais, emocionais, sanitários e ao processo ensino-aprendizagem. Foi necessário reinventar e ressignificar a educação escolar.

Estamos em processo de adaptação e reflexão sobre essa nova rotina escolar, embora muitas dúvidas e incertezas. Em paralelo a isso, é necessário iniciar a construção antecipada de um plano de contingência pela gestão escolar. O primeiro passo na construção do plano é compreender o cenário que a escola se encontra e definir com clareza os novos protocolos e adotar estratégias eficazes para um retorno sem grandes percalços.

O planejamento estratégico exige pensar de forma sistêmica e personalizada a escola, definindo metas e ações considerando todas as áreas e elementos que fazem parte desse contexto. Quanto ao pedagógico, uma reorganização na quantidade de professores, redistribuição de carga horária, aplicação de avaliações diagnósticas da aprendizagem, inserção de novas metodologias e definição de novos horários de chegada, saída e intervalos para que não haja aglomerações. Para adotar novas medidas e rotinas, contabilizar os recursos financeiros disponíveis, como também ciência quanto à inadimplência e evasão escolar. 

No aspecto socioemocional, definir novas regras de convivência entre os estudantes e professores, estruturar atividades que fortaleçam e desenvolvam competências socioemocionais e intensificar a parceria com a família.

Preparar-se com antecedência e envolver todos os atores da escola fará toda diferença nessa retomada, embora saibamos que muitas demandas serão percebidas e realizadas com o decorrer dos dias. 

Os desafios da reabertura e a reformulação da escola não serão tarefas fáceis, porém, trarão novos conceitos, evidências de investimento no que é prioritário, urgência em encaixar no currículo as competências socioemocionais, adaptação ao novo e inserção contínua das tecnologias educacionais e metodologias ativas. 


 

Natália Ribeiro é pedagoga com habilitação em Supervisão Educacional. Ao longo de 10 anos coordenou a implantação nas secretarias de Educação do Estado do Ceará e do município de Fortaleza propostas de Escolas de Tempo Integral, como as Escolas Municipais de Tempo Integral que atende de 1º ao 9º ano e as Escolas Estaduais de Educação Profissional com Ensino Médio. Atuou como consultora de gestão educacional nas secretarias de Educação dos Estados de Sergipe, Maranhão e João Pessoa. Atualmente é fundadora da empresa Autonomy Educação com foco em consultoria para rede de escolas públicas e privadas.  

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

 

08/07/2020 10:00
Produtor rural: Herói na Pandemia da Covid-19

A geração atual vem presenciando algo “sui generis” no Brasil. Uma reconhecida pandemia que, por motivos escusos, se transformou numa verdadeira guerra política, pela qual a vítima está sendo toda a população brasileira, afetando como sempre e com mais voracidade os menos afortunados e deixando fortes sequelas, muitas irreversíveis. 

Aqui não é espaço para entrar no mérito e nem para apontar culpados. Cabe aos poderes constituídos buscarem, no momento oportuno, os verdadeiros culpados e enquadrá-los severamente, para que esse triste episódio não mais se repita e fique registrado indelevelmente na história, como exemplo para as gerações futuras.

O motivo principal dessa minha manifestação é reconhecer o papel importante e destacado do setor primário, que, com competência, serenidade e racionalidade, manteve a máquina nos trilhos a todo vapor. Não fosse essa postura profissional e patriótica, os efeitos dessa pandemia teriam, com certeza, se transformado numa catástrofe geral: os alimentos mantiveram seu curso normal de produção e de abastecimento.

Aqui faço um apelo aos governos, nas três esferas (federal, estadual e municipal), que reconheçam essa patriótica e heroica atitude dos produtores rurais brasileiros, manifestando-se publicamente e passando a olhar com bons olhos as estratégias e as políticas públicas voltadas para o setor: crédito compatível, assistência técnica e extensão rural eficiente, eficaz e efetiva, pesquisa proativa e fomento oportuno à produção de alimentos.

Sempre na luta por uma Assistência Técnica e Extensão Rural pública, sustentável e de qualidade! Viva a ATER!


Sabino Alano Magalhães Bizarria é presidente da Assema; Secretário Geral do Sindicato Mova-se; Coordenador Adjunto do Fuaspec. 

 

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

08/07/2020 10:00
Comportamento alimentar em tempos de distanciamento social

Com a necessidade do distanciamento social devido à pandemia, a população vem passando por muitas mudanças e esse novo cenário tem exacerbado o estresse, a ansiedade e os sentimentos de medo, tristeza e incerteza. Essa situação pode repercutir diretamente na relação das pessoas com a comida.

O comportamento alimentar é influenciado não só por fatores biológicos, sociais, econômicos, culturais, mas também pelas emoções. Experienciar o contexto atual e esse turbilhão de sentimentos pode afetar a alimentação das pessoas de forma diferente.

Algumas podem apresentar redução da fome, enquanto outras podem sentir a necessidade de comer mais. Essas mudanças pontuais na alimentação são compreensíveis e não precisam ser motivo de culpa, autocobrança e desgaste psicológico, principalmente, nesse momento em que a saúde mental está fragilizada.

Associado a isso, uma parcela da população intensificou a preocupação com a alimentação e o receio de engordar durante a pandemia, reforçado por piadas gordofóbicas. Essa apreensão tem levado muitas pessoas a restringirem determinados alimentos ou grupos alimentares. No entanto, dietas restritivas não são adequadas (salvo em situações clínicas específicas), pois podem comprometer o sistema imunológico, aumentar o desejo por alimentos “proibidos” e desencadear comportamentos alimentares disfuncionais, como o exagero e a compulsão alimentar.

O fundamental é ter uma alimentação possível, dentro da realidade de cada um, e não “perfeita”. A ideia é incluir mais, optando por alimentos mais naturais e nutritivos, e restringir menos. Aproveitar o momento em casa para desenvolver habilidades culinárias, incluir as crianças nas preparações, resgatar o hábito das refeições à mesa com a família.

É importante destacar que, como seres biopsicossocioculturais que somos, não comemos apenas por necessidade fisiológica. A comida é repleta de significados e assume diversos papéis na nossa vida. Alguns alimentos nos confortam, são fontes de alegria e também de prazer, alimentam o corpo e a alma. Por isso, a alimentação deve trazer leveza para nossos dias e contribuir para manter a saúde física e mental. Caso a alimentação esteja trazendo preocupação ou sofrimento, procure ajuda especializada.


Daniela Vieira de Souza é pós-graduanda em Comportamento Alimentar e professora da Unifametro.

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

06/07/2020 10:00
A Covid-19 é um cisne negro?

Analisando o cenário econômico mundial anterior a novembro/2019, tínhamos uma corrente de redução mundial de juros básicos, com a finalidade de minimizar a desaceleração econômica mundial. Todas as nações mundiais já estavam sinalizando para a redução da aceleração econômica, através das influências legais, sociais, ambientais, tecnológicas que refletiam na econômica interna e externa dos países.

O termo "Cisne Negro" foi utilizado em analogia à espécie onde Cisne Negro é raro na natureza, e com isso o autor Nassim Taleb, utilizou pela primeira vez este termo em seu livro em 2007.

Com isso, para fenômenos que impactem diretamente o mercado financeiro de forma drástica usamos o termo Cine Negro. Muitos analistas atribuíam que os desastres ambientais, mesmo que raros mas frequentes, provocam efeitos devastadores nas economias afetadas. Se fizermos a analogia à Pandemia do Covid19 temos um fenômeno imprevisível, raro, mas com efeito devastador à econômica nacional e internacional.

O alto grau de contagio do Covid-19 colocou as empresas e governos em situação de vulnerabilidade. Os cisnes negros causam dificuldades profundas, neste caso, exemplificado pela falta de leitos hospitalares de UTI. Com o comprometimento das vias áreas dos pacientes e danos aos pulmões, o uso da UTI tornou-se vital para a manutenção da vida, com a variável tempo x financeiro, colocando os governos em xeque-mate. Medidas como o isolamento social voluntário e obrigatório, tornaram-se ferramentas para alongar a curva de contagio, e mediante ao uso substancial dos leitos hospitalares, o efeito colateral foi o fechamento das atividades econômicas não essenciais.

Lembrando do que falamos acima, as economias já vinham em uma tentativa de evitar a desaceleração da economia, com a redução das taxas de juros, no Brasil. Para além desta crise mundial tentávamos uma recuperação oriunda de um processo recessivo, portanto os efeitos de um cisne negro costumam ser bem profundos e dolorosos à economia brasileira.

A Covid-19 foge da similaridade dos cisnes brancos, que por outro lado, costumam ser mais previsíveis, e com isso mais fáceis de serem tratados com certa antecedência - portanto viável evitar a crise. O que acentua a definição da Covid-19 como Cisne Negro é a latente dificuldade em antever e prevenir a sua chegada e a imprevisibilidade de seus efeitos. Claro que isso não significa que não seja possível se proteger das consequências trazidas por ele.

Mesmo que o termo seja utilizado no mercado financeiro, podemos, por analogia, utilizá-lo nas atividades econômicas, pois as empresas envolvidas afetam por si ou indiretamente os rendimentos dos investimentos em bolsa.

O que podemos tirar desta crise e das demais é o legado deixado por ela, aproveitando os períodos difíceis, mapeando os impactos não só ao seu mercado, mas no todo para otimizar as estratégias e organizar as empresas através de alocação de seus recursos financeiros e humanos para estar mais preparados no futuro, lembrando que as crises são cíclicas, sempre retornam e devemos estar munidos de uma análise crítica evidenciada acompanhada de um plano de ação.

Alessandro Azzoni é economista, especialista em Mercados Internacionais e advogado

 

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

04/07/2020 10:00
O protagonismo do streaming
Foto: Lucas Memória/GCC

Nos últimos dez anos acompanhamos o desenvolvimento e o surgimento de várias plataformas digitais oferecendo conteúdos em streaming, e o ano de 2020 tem sido pontual para essa nova modalidade de consumo. Apesar desta estar presente desde o início do século XXI, o fator do impulsionamento do streaming atualmente está associado à pandemia que estamos enfrentando.

Com mais tempo e necessidade de estar dentro de casa, as pessoas começaram a assinar/acessar plataformas de entretenimento. Mesmo com o streaming de música em suportes digitais como o Spotify, Deezer, Apple Music apresentando números expressivos desde 2015 no Brasil, o foco este ano esteve direcionado ao audiovisual.

De acordo com dados apresentados por uma matéria do site Metropolis, a audiência desses serviços de streaming cresceu 20% desde o início da pandemia. Só a Netflix ganhou no último mês de abril cerca de 16 milhões de usuários em todo o mundo. Os games também cresceram muito durante a pandemia com expectativa de lucrar 159,1 bilhões de dólares.

Aqui no Brasil podemos ver o serviço de streaming audiovisual da Globo, o Globoplay, garantindo o seu espaço com um grande apelo para as suas novelas, caracterizadas como superproduções e cativadas pelo público. Há também o serviço da Amazon, que com um preço bem acessível parece também querer entrar na briga “pela nova audiência”.

Seja no mundo dos games, no acesso a músicas ou nos produtos audiovisuais como as séries e os filmes, o streaming esteve sempre presente e agora, veio para fazer parte do nosso cotidiano como uma tendência já prevista, porém adiantada.


 

Flávio Marcílio Maia é professor substituto na Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e redator conteudista. 

 

 

 

Os textos publicados nesta coluna não refletem o posicionamento do Grupo Cidade de Comunicação.

       de   8    

AV. DESEMBARGADOR MOREIRA 2565
DIONÍSIO TORRES CEP: 60.170-002
FORTALEZA-CEARÁ | FONE: (85) 3198.8888
CNEWS@GRUPOCIDADECE.COM.BR
SIGA O CNEWS
COMO ANUNCIAR
DESENVOLVIMENTO