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Um fenômeno chamado Silva

Publicado em 23/01/2020 às 14:41
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Silva em São Paulo / Foto: Breno Galtier

Alçado pela mídia, um artista pode cair nas graças do público. É o caminho tradicional. Quando um nome é exaustivamente trabalhado em TV e rádio e, tendo o aval popular, vira um sucesso. O caminho inverso é menos comum, bem menos. Mas não é impossível de ser notado. O cantor Silva é um exemplo disso.

Artista de viés independente, trilhou sua carreira, que iniciou em 2012 oficialmente, com influências da indie pop, pop music e MPB. E o melhor: de forma espontânea, sem forçar nada ao público e ao mercado. “É um fenômeno inconteste. Cantor, compositor e multi-instrumentista talentosíssimo. Um artista que consegue ser fino e popular ao mesmo tempo. Sua aura peculiar, aliada ao dom da voz, o torna único. E digno do nosso respeito diante da força de uma carreira promissora e louvável na Música Popular Brasileira”, analisou o crítico musical e cultural Saveh.

Além dos shows, Silva, neste período do ano, arrasta multidões com o seu bloco de pré-Carnaval. Em São Paulo, no último final de semana, não foi diferente. O Memorial da América Latina ficou pequeno para o agito comandado pelo cantor, que entoou os grandes hits da Axé Music para corpos e mentes sedentos pelo clima mágico da folia momesca. No repertório, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Ara Ketu, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Olodum e Moraes Moreira. As próximas edições do Bloco do Silva serão em Salvador, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro.

Por tudo isso, é praticamente impossível deixar de definir Silva pelo que ele, de fato, é: um fenômeno.


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