06/11/2019 03:25
Anná: representatividade e quebra de padrões em forma de música
Com apenas 24 anos, a cantora paulista mistura diferentes ritmos com fortes mensagens

“Eu me aceitei... e foi delicioso”. É assim que Anná termina a canção “Carta à Boa Forma”, presente no EP Pesada, de 2017. Não por acaso, a cantora e compositora encontrou na arte uma forma de se conhecer melhor, de se respeitar e, principalmente, de se amar. E nesse movimento de descoberta e redescobertas, entre melodias e poesia, Anná também inspira, principalmente outras mulheres.

Prova dessa inspiração está no próprio clipe de “Carta à Boa Forma”. No vídeo, a cantora está cercada de outras tantas mulheres, de diferentes padrões de corpos, em trajes de banho, como forma de justamente questionar e quebrar os padrões impostos pela sociedade. Na gravação, como a artista conta, todas estavam um tanto quanto tímidas, mas, ao final, dançaram, se soltaram e, o melhor: se aceitaram, como a própria letra diz.

“A pressão estética é uma questão que eu mesma vivi. Tive bulimia na adolescência e isso foi muito marcante, muito pesado. Foi uma coisa que eu senti na pele, que toda mulher sente, mas que precisamos combater”, explica. A gordofobia, no entanto, é apenas um dos temas abordados em seu primeiro EP. Violência social, machismo e preconceito também estão presentes em suas músicas, que vem chamando atenção por misturar diferentes ritmos, como samba, baião, rock, reggae, pop, brega, tango e até polca. 

Todas essas referências foram sendo elaboradas por Anná ao longo de sua trajetória artística, que, de certa forma, começou ainda criança. Ela, que tem 24 anos, nasceu em Mococa, interior de São Paulo, e já na escola começou a cantar. Em casa não era diferente, pois sempre ouvia muita música junto com a família. Entretanto, Anná nunca imaginou que essa paixão viraria, de fato, profissão. Tudo mudou quando foi morar em São Paulo, para fazer faculdade de Cinema. Lá, conheceu muitas pessoas envolvidas com arte e percebeu que era possível, sim, fazer e viver de música. 

“Em São Paulo, eu me joguei! É uma paixão enorme pelo fazer, pelo cantar e estou aqui nessa descoberta eterna. Ninguém escolhe viver de música por ser um caminho mais fácil. Eu nunca imaginei na minha vida que isso fosse acontecer, não tinha me planejado para isso, mas foi como um chamado. A música me chamou, eu tentei resistir, pois sabia que o caminho seria tortuoso, mas não tive como fugir. E agradeço por não ter fugido”, afirma.

Convicta de que não poderia dar de ombros para esse chamado, Anná segue seu caminho. Após o elogiado primeiro trabalho, lançado por meio de um financiamento coletivo, a artista revela que o seu novo disco vai sair já no início de 2020. Vão ser 10 faixas, todas compostas pela própria cantora, em “doses cavalares de uma Anná existencialista, sarcástica e esquisita”.  

“Sou extremamente comunicativa e adoro quando todos cantam e dançam juntos. Eu me sinto muito livre no palco, expurgo e busco levar o público para essa catarse comigo. Vai ser muy caliente”, promete a artista, que faz show no dia 10 de novembro, às 20h30, no Palco RFSSA, Crato.

 

Mostra Sesc de Culturas Cariri

Período: 08 a 12 de novembro

Local: Região do Cariri

Programação: Site www.mostrasescdeculturas.com.br e no aplicativo de celular “Mostra Sesc de Culturas”, disponível para Android e iOS

 

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