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Cerca de 55% dos adolescentes têm sono insuficiente

O estudo é o maior desse tipo já realizado no Brasil e envolveu mais de 11 mil estudantes da rede pública em Fortaleza
Postado em 10/09/2019 | 13:27
Foto: Luisella Planeta Leoni/Reprodução

Preocupante. Dados de uma pesquisa que investigou as alterações na duração do sono e a sonolência diurna excessiva, aponta que cerca de 55% dos adolescentes têm sono insuficiente, e em torno de 48% relataram sonolência diurna excessiva. O estudo é o maior desse tipo já realizado no Brasil e envolveu mais de 11 mil estudantes da rede pública em Fortaleza. 

A análise mostrou que os estudantes do período da manhã, da noite e do tempo integral tendem a dormir menos do que os da tarde. A pesquisa, feita pelo doutorando em Ciências Médicas pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Felipe Alves, aponta que a redução da duração do sono pode trazer problemas para os adolescentes. “Diminui o estado de alerta, aumentando a sonolência diurna excessiva, consequentemente, podendo prejudicar o rendimento acadêmico dos jovens e ainda contribuir para o desenvolvimento de diversos problemas de saúde”, enumera. 

Segundo o professor Pedro Felipe de Bruin, que orienta a pesquisa, o tempo de sono considerado normal em indivíduos na faixa etária de 14 a 17 anos varia de oito a 10 horas. Acontece que, em geral, no Brasil o início das aulas no período da manhã começa cedo, por volta das 7h, 7h30min.

O professor mostra-se ainda preocupado com a escola de tempo integral, pois, além de os alunos acordarem cedo, não encontram espaço para um pequeno cochilo após o almoço, por conta até mesmo da falta de estrutura física dos colégios. Este grupo, inclusive, apresentou maior sonolência diurna excessiva, 57,6%. Soma-se a esse quadro a situação ainda mais vulnerável dos jovens que trabalham (emprego propriamente dito e estágios), grupo no qual o sono de baixa duração foi mais frequente em relação aos que não trabalhavam: 63% contra 53,1%.

Outros fatores ligados tanto à baixa duração do sono quanto à sonolência incluem uma série de hábitos que potencialmente podem contribuir para um sono de má qualidade, como o chamado tempo de tela: o uso excessivo de mídias eletrônicas, a exemplo de TV e celular. A pesquisa mostrou tempo insuficiente de sono mais reportado entre aqueles jovens que usavam telefone celular antes de dormir em comparação aos que negaram essa prática (56,3% contra 49,7%).

Com informações da Agência UFC

 

 
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