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Empresário que tentou matar esposa promete se entregar

Crime foi cometido em 1998 e julgado em 2007. Desde então, réu segue em liberdade
Postado em 06/09/2019 | 10:36
Em julgamento, empresário assumiu a autoria do crime. Defesa afirma que o homem cumpre pena em regime semiaberto. (Foto: Arquivo/TV Cidade)

Em liberdade, mesmo após condenação por tentativa de feminicídio cometido em 1998, o empresário Marcelo Fontenele Maia, deve se apresentar à Justiça até a próxima segunda-feira (9), conforme informou a defesa do réu ao Cnews. Contra Marcelo, consta um mandado de prisão pela tentativa de assassinato contra Roberta Viana Carneiro, sua companheira na época. 

Em maio deste ano, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge já havia solicitado a execução imediata da pena aplicada ao empresário. Marcelo Fontenele Maia foi denunciado pelo crime em 1999, condenado em 2007 e ainda não começou a cumprir a pena. Dodge destaca que, em quase 21 anos desde a ocorrência do crime e quase 12 anos após a condenação pelo júri, a defesa tem interposto “sucessivos e descabidos recursos e habeas corpus, marcantemente protelatórios”, para evitar o cumprimento da condenação. Nesse contexto, a PGR também pede a aplicação de multa por litigância de má-fé. Para o advogado Paulo Quezado, que representa o acusado, Marcelo já cumpre a pena em regime semiaberto. 

Dodge recorda que o não cumprimento da condenação implica nova penalização da vítima e de seus familiares. Segundo ela, implica, também, no descrédito da Justiça perante a sociedade, notadamente no núcleo em que ocorreu o crime, amplamente divulgado pela imprensa local.

De acordo com os autos, em dezembro de 1998, Marcelo efetuou disparo de pistola contra a vítima, que resistiu aos ferimentos, mas ficou inválida. O motivo seria o término do relacionamento entre eles. Por conta da agressão, ele foi denunciado e condenado a nove anos e oito meses de reclusão.

Em 2007, o Cidade 190 acompanhou o julgamento de Marcelo. Relembre: 

Em 2016, a família de Roberta fez um desabafo sobre a situação em que a vítima se encontrava após o crime. Leia: 

"Roberta parece uma pessoa estável à primeira vista. Porém, ela tem um lado totalmente paralisado. Já fez várias cirurgias para inverter nervos, para poder voltar a andar, além de reposição craniana. Ela é acompanhada por quatro terapeutas desde o acontecido e esse trabalho vai ter que ser feito por toda a vida da Roberta. Os profissionais que fazem esse acompanhamento são terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e psicóloga.

Duas vezes por ano ela viaja para São Paulo para realizar uma série de procedimentos para aplicação de botox e revisões para que ela não regrida. Como ela anda com dificuldade, os músculos ficam endurecidos, necessitando desses procedimentos com essa frequência.

A visão de Roberta é bastante comprometida. Ela só tem 20% da visão e é incapaz de enxergar ângulos pelo lado direito. Ela não formula frases, apenas solta palavras, impossibilitando-a de conversar ou ter um diálogo como uma pessoa normal. Tem constantes dormências no corpo e dores de cabeça praticamente semanais, sintomas que são irreversíveis. Roberta já sofreu com muitas convulsões. Hoje, porém, com a medicação que ela recebe, isso está controlado.

O estado atual de Roberta é irreversível. As três filhas já são maiores de idade e duas delas são casadas. São do primeiro casamento de Roberta e não são filhas de Marcelo Fontenele Maia.”

 

 
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