ENTRETENIMENTO | MÚSICA

Escritor une chuva e saudade em forró com músicos cearenses

Música de trabalho, 'Poema para a Chuva Voltar' integra álbum literário-musical gravado no Cariri com músicos locais
Postado em 25/06/2020 | 17:42
Foto: Divulgação

Radicado no Ceará, o escritor, cineasta e professor baiano Bruno D’Almeida lança, neste mês, o primeiro clipe do seu álbum literário-musical recém-lançado “Histórias Secretas da Ausência”. Em “Poema para a Chuva Voltar”, o artista usa a esperança do nordestino em relação às águas do céu para contar a história de alguém que espera pela volta de um grande amor.

Com versos como “Teu amor é que nem o sertão, que esverdeia um verde vivo quando uma chuvinha besta engraça o teu viver”, Bruno, atualmente morando em Fortaleza, gravou o clipe com os músicos cearenses Ranier Oliveira e Dudé Casado, no Cariri cearense, em ritmo de forró para celebrar o período junino, que é tradição no Nordeste. Os profissionais envolvidos, durante a gravação do videoclipe, buscaram respeitar as recomendações de distanciamento e higiene.

“Essa música eu me inspirei durante minhas viagens do Ceará para a Bahia. Pegava um ônibus que percorria todo o sertão pernambucano, passando pelo Vale do São Francisco até chegar em Salvador. E, em certos lugares que não chove bem, quando a água caía, era quase uma dádiva. Então, em meus pensamentos, fazia uma metáfora de que a chuva é como um amor que pode acontecer só uma vez na vida e trazer felicidade”, comenta o autor sobre a composição de trabalho.

Histórias Secretas da Ausência
Reunindo 11 canções que misturam poemas e crônicas com os mais variados estilos musicais, D’Almeida traz, em Histórias Secretas da Ausência, uma evolução natural dos saraus de poesia e das produções textuais que realiza ao longo de mais de 40 saraus e peças teatrais.

O processo de criação teve o critério de relacionar a temática de cada texto literário ao gênero musical mais adequado. “Um poema sobre a volta da fome no Brasil virou uma mistura de baião, rock e maracatu, bebendo da mesma fonte do movimento Mangue Beat. Já os versos que comparam a falta de chuva no sertão à lembrança de um grande amor se tornaram um forró pé-de-serra estilo Gonzagão”, explica Bruno.

Com informações da Assessoria de Imprensa 

 

 
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