10/11/2019 12:42
IMPORTANTES OFENSORES QUE AFETAM A BOA GESTÃO AGRÍCOLA DOS PRODUTORES RURAIS

Não é novidade para ninguém, que o consumo de alimentos vem crescendo, e na mesma onda, crescem as exigências por qualidade e produtividade. O produtor rural cada vez mais precisa se preocupar com seu planejamento tanto de plantio, quanto empresarial, pois os obstáculos que enfrenta nem sempre são passíveis de controle pela ação humana.

Informação e conhecimento são armas importantes para que os produtores consigam se preparar para enfrentar esses obstáculos. Vamos abordar agora cinco pontos que caracterizamos como principais ofensores para a gestão das atividades rurais, e assim tentar ajudar ao produtor a se preparar contra possíveis danos:

1 – Intemperes Climáticas

Ponto primário que sempre existiu e que sempre fará parte dos itens de preocupação do produtor rural. A falta de conhecimento prévio das condições climáticas para o plantio acarretará em prejuízo. Mas sabemos que hoje podemos contar com várias tecnologias que tiram o produtor da posição de refém das adversidades climáticas.

2 – Controle de Pragas

Controle da segurança biológica é sem dúvida uma preocupação latente, salientamos que as importações e as exportações são pontos que pressionam mais ainda a necessidade desse controle. Desta forma, os produtores precisam ficar atentos quanto à legislação e ao gerenciamento e controle de pragas em suas plantações. Não podemos esquecer que a busca dos consumidores por uma alimentação mais saudável, exige bem mais cautela no uso dos defensivos agrícolas, obrigando cada vez mais a busca por alternativas orgânicas.

3 – Administração da mão-de-obra

Encontrar mão-de-obra qualificada tem sido uma tarefa cada vez mais difícil para os produtores. Ainda é muito forte a evasão de pessoas do campo para a cidade, a procura de melhores condições de saúde e educação, o que torna mais complicado o desenvolvimento de uma mão-de-obra qualificada para o campo. Trabalhos com operações de máquinas (exigem formação técnica especializada) e outras funções técnicas de campo acabam se tornando entraves por falta de pessoal para tocar. Cada vez mais os produtores vêm enfrentando dificuldades em encontrar profissionais capacitados e disponíveis.

4 – Demanda

A procura por alimentos sofre poucos efeitos perante a crises econômicas, o que configura serem os alimentos bens “inelásticos”. Logo os produtores vivem em uma busca constante por aumento de produtividade para que consigam dar conta da procura.

5 – Concorrência

Os questionamentos constantes que o produtor deve fazer são:

- “Será que o meu produto realmente é o melhor, ou um dos melhores do mercado?”.

- “Qual ou quais devem ser meus diferenciais perante o mercado?”

- “Conseguirei fazer frente à concorrência que me assola?”

Tais questionamento devem ser levados em consideração, para se montar um bom planejamento, e para que o produtor se motive a buscar melhoramentos em sua produção. Só desta forma conseguirá manter sua sobrevivência no mercado.

 

 

 

 

20/10/2019 11:50
A ONDA PROMISSORA DAS AGTECHS NO BRASIL

Hoje vamos falar um pouco sobre tecnologia no agronegócio, e como o Brasil vem se preparando para ser o protagonista da mais nova onda do mercado global de tecnologia, as AgTechs.

Inovação é uma palavra presente em quase tudo o que o mundo corporativo vem passando hoje. No Vale do Silício, nos EUA, se concentra um dos maiores berços de inovação tecnológica do mundo. O que sai de lá, logo acaba ganhando propulsão mundial, gerando fortes efeitos na economia global. Porém, vamos pensar a nível de Brasil, qual área hoje, apresenta maior pungência econômica e que apresenta solo fértil para projetos de inovação tecnológica?

Posso dar um passo a frente e responder que seria o Agronegócio, e os motivos são explicados pela própria vocação do nosso país, a qual vem atraindo vários fundos de investimentos e empresa de tecnologia robustas. Esta é a onda das Agtechs. O termo foi criado nos EUA, referindo-se a empresa de tecnologia com foco no agronegócio.

Os EUA já possuem um forte movimento que engloba o setor. Podemos destacar como uma das primeiras operações a chamar a atenção no mercado global, a compra da Climate Corporation pela Monsanto, no ano de 2013, pelo montante de quase US$ 1 bilhão.

Este evento se deu como um marco no avanço do segmento de startups de tecnologia no agronegócio, pois antes, quase nenhum investidor teve ímpeto de apostar no segmento.

No site TechCrunch, há uma reportagem demonstrando que em 2014, o segmento de AgTech circulou investimentos na ordem de US$ 2,36 bilhões, em um total de 264 acordos. Tal valor se mostra superior ao de mercados como o de Fintechs (startups de serviços financeiros), que monta US$ 2,1 bilhões, e de tecnologias limpas, com seus US$ 2 bilhões. Tais números nos fazem realmente pensar que a tendência para as Agtechs é evidente.

No Brasil estamos presenciando um momento de ebulição de Agtechs. Tudo ainda é muito novo para empresários e pesquisadores. Até mesmo o termo ainda é pouco conhecido por aqui. Porém inúmeros negócios no segmento já começam a surgir e gerar interesse no mercado.

Podemos citar vários exemplos de startups bem promissoras no segmento do agronegócio tanto aqui no Brasil como fora. Um dos principais cases a ser observado é o da Bug Agentes Biológicos. Teve destaque como a 33a empresa mais inovadora do mundo, apontada pela revista Fast Company.

O core desta startup brasileira é vender insetos que combatem pragas alvo em grandes plantações como as de cana e soja. Seu nascimento se deu na Esalq, a escola de ciências agrárias e ambientais da Universidade de São Paulo, em Piracicaba.

A EsalqTec, que é a incubadora de Agtechs da universidade no interior de São Paulo, contribuiu para a criação de um verdadeiro bioma de startups de agronegócio ao seu redor, o que vem despontando Piracicaba como a sede brasileira desse movimento.

Imagino que estamos diante do futuro do nosso agronegócio e que, cada vez mais nossas empresas precisam abrir seus horizontes para esse seguimento a fim de melhorar sua qualidade e sua capacidade de permanência no mercado. 

06/10/2019 10:28
MISSÃO NORDESTE - MAPA SE APROFUNDANDO NA VIDA COTIDIANA DOS PRODUTORES DO NORDESTE
AGROORDESTE

No dia 02 de outubro deste ano, na cidade de Parnaíba (PI), o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) iniciou a “Missão Nordeste”, que tem como foco, o entendimento das técnicas empregadas nas área de fruticultura e pecuária leiteira nas regiões que abrangem os Estados do Piauí, Pernambuco e Bahia, a fim de replicar esses conhecimentos por meio do projeto AgroNordeste, programa lançado no dia primeiro de outubro, pelo Presidente da República Jair Bolsonaro.

A Missão Nordeste é composta pelo secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério, Fernando Camargo; pelo presidente da Embrapa, Celso Moretti; pela diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação, Mariane Crespolini; pelo diretor de Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas, Orlando Castro; e pelo coordenador de Instrumentos de Agricultura Irrigada, Valdir Juswiak. Já em Parnaíba, a missão contou com a participação do chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, Luiz Fernando Leite, e do superintendente do Banco do Nordeste no Piauí, José Expedito Neiva Santos.

A comitiva procura visitar produtores em suas propriedades, a fim de que os mesmos falem de suas necessidades para se manterem no mercado de forma consistente, e também ampliar suas produções. Inúmeros problemas já foram apontados como: infraestrutura, capacitação, insumos, e com uma certa relevância, a questão da energia elétrica, que se constitui como forte entrave de evolução para aqueles que se utilizam de irrigação em suas culturas.

A comitiva já teve contato com áreas de acerola orgânica, banana e produtoras de leite. O desafio é justamente estabelecer ações que permitam tornar os pequenos produtores autossuficientes.

O grupo partiu de Parnaíba, na manhã da quinta-feira, para Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) para a mesma sequência de visitas a produtores.

Vimos esta ação como um forte indício de melhoramentos para nossos produtores nordestinos. E como uma grande valorização das perspectivas produtivas da nossa região.

22/09/2019 01:22
A IMPORTÂNCIA DA PRODUÇÃO DE LEITE PARA A ECONOMIA DO ESTADO DO CEARÁ

A produção animal cearense assume uma considerável importância na economia do nosso Estado. Podemos verificar que atividades relacionadas a pesca e a aquicultura registraram uma forte variação (52,9%), seguida de perto pela produção de ovos (52,6%), assim como a de ovino e caprino, com variação de (43,2%). Os dados apontam um valor real da produção de leite e seus derivados que saltou de R$ 565, 3 milhões, em 2010, para R$ 694 milhões, em 2015, com variação de 22,9%. Vide tabela abaixo:

VALOR DE PRODUÇÃO DAS ATIVIDADES DE PRODUÇÃO ANIMAL – CEARÁ – 2010-2015

 

Os demonstrativos nos apontam que as atividades relacionadas a produção de leite e de seus derivados mantiveram-se praticamente inalterada entre 2010 e 2015, enquanto a bovina acabou perdendo participação saindo de 26,5% em 2010, para 21,9% em 2015.

VALOR DE PRODUÇÃO DAS ATIVIDADES DE PRODUÇÃO ANIMAL – CEARÁ – 2010-2015

O Estado do Ceará possui cerca de 90% do seu território contemplado pelo semiárido, o qual é caracterizado por temperaturas elevadas e elevadas taxas de evapotranspiração, com grande variabilidade espacial e temporal das chuvas. Além de possuir solos rasos e uma estrutura fundiária fragmentada. Apesar de tudo isso, a produção de leite e derivados apresenta papel fundamental na economia local, correspondendo a aproximadamente 10,3% do valor bruto da produção do estado, na mesma linha, acaba gerando muitos empregos, renda e suprimento animal no meio rural.

Podemos avaliar que o avanço do agronegócio do leite no Ceará, vem recebendo influência de diversos fatores que contribuem para aprimorar a sua base de produção, os quais podemos citar: o melhoramento genético dos rebanhos, melhoramento considerável das pastagens, uso sistemático de silagem, maior aprimoramento da sanidade animal, bem como a algumas políticas direcionadas ao setor produtivo e de comercialização. Avançando na linha do melhoramento, podemos destacar também as participações entre produtores com a obtenção e índices zootécnicos a altura das exigências do mercado, ações que vêm contribuindo para a melhora na rentabilidade da atividade.

Todos esses melhoramentos vêm contribuindo para o aumento da produção, mesmo considerando os anos em que a seca assola o estado.

 

PRODUÇÃO DE LEITE (MIL LITROS) - CEARÁ – 1990 – 2016

 

Procurando observar quais Regiões Administrativas no Estado do Ceará, apresentam melhor desempenho, verificamos que o Vale do Jaguaribe tem maior destaque. A mesma apresentou um salto de 2010 para 2016 na quantidade de leite produzida, chegando a mais de 121.028 mil litros.

Na sequência das melhores regiões produtoras encontramos o Sertão Central, chegando a uma produção na ordem de 93,2 mil de litros em 2016. Aponta-se também as regiões do Cariri, Litoral Leste, Sertão de Crateús e Grande Fortaleza com comportamentos parecidos, perfazendo 40 e 50 milhões de litros de leite por ano. O conjunto formado pelas regiões do Sertão de Canindé, Sertão dos Inhamuns, Sertão de Sobral e Litoral Oeste, apontaram produção entre 15 e 28 milhões de litros de leite por ano. Já as regiões do Litoral Leste, Litoral Norte, Maciço de Baturité e Serra da Ibiapaba apresentaram menor desempenho, com uma produção em torno de 10 milhões de litros por ano.

Em resumo, podemos verificar que todas as regiões apresentam um quadro de crescimento na produção leiteira com base nos períodos de 1990 a 2016.

 

PRODUÇÃO DE LEITE (MIL LITROS) – REGIÕES ADMINISTRATIVAS CEARÁ – 1990, 2000, 2010 e 2016

 

Importante termos uma visão por município para conseguirmos mais objetivamente perceber as origens da evolução, por tanto observa-se que Morada Nova apresentou maior produção em 2016, com 23,3 milhões de litros, ocupando 6,1% da produção total do estado. Na sequência aparece Quixeramobim em segundo lugar, com 25,2 milhões de litros, seguido por Jaguaribe com 16,4 milhões de litros e Quixadá com 14,9 milhões de litros.

Muito valido se destacar que o agronegócio do leite e seus derivados, tem forte peso sobre a atividade econômica da produção agropecuária de base família, fazendo fortes reflexos no âmbito social, pois 74,1% dos estabelecimentos agropecuários são formados por pequenos produtores, os quais possuem em média 19 animais.

 

PRODUÇÃO DE LEITE (MIL LITROS) –CEARÁ – 1990, 2000, 2010 e 2016

Tais dados nos demonstram o quão valiosa para nosso estado, é a produção de leite e o quão é representativa para nossa economia. Acreditamos que mais políticas públicas voltadas para o melhoramento do setor, bem como um melhor aprimoramento na qualificação dos produtores para administrarem melhor seus recursos, conseguirão exercer uma forte influência sobre o melhoramento contínuo da atividade leiteira.

15/09/2019 08:47
A AGRICULTURA FAMILIAR COMO A BASE FUNDAMENTALISTA PARA O AGRONEGÓCIO

Alguns profissionais costumam criar argumentos demonstrando um antagonismo funcional entre o agronegócio e a agricultura familiar, como por exemplo, a própria produção em grande escala em oposição aos pequenos produtores, grandes fazendas contra assentamentos, os conceitos de agricultura intensiva contra a natureza. Daí podemos puxar outras vertentes como informes sobre transgênicos, defensivos agrícolas, antibióticos, bem-estar dos animais e outros.

Porém não enxergo antagonismos funcionais entre os grandes produtores e os pequenos, mas sim uma sinergia estrutural e econômica.

A palavra “agronegócio” vem do termo em inglês “agribusiness”, o qual expressa um marco conceitual delimitador da montagem dos sistemas integrados que agrupam a produção de alimentos, fibras e bioenergia.

Falando um pouco de história, remontaremos a 1957, quando o professor Ray Goldberg, da Universidade de Harvard, chegou à conclusão que a agropecuária não é um segmento isolado da economia, mas sim uma base fundamental para as cadeias integradas de valor do agronegócio, que contempla segmentos industriais e de serviços.

Logo, verificamos que o agronegócio se origina no melhoramento genético de plantas e animais e tem seu final no consumo dos seus produtos finais: alimentos, bebidas, roupas, etc. Por tanto, a simbiose entre as cadeias do agronegócio, se torna uma exigência básica para a sobrevivência entre todos os produtores agropecuários, independente de serem grandes ou pequenos, constituídos por grandes corporações ou apenas por famílias, proprietários formais ou assentados.

Constata-se que independentemente da escala, a importância para a sobrevivência do negócio agropecuário, reside na sua forma de integração e na sua eficiência.

Boa parte das grandes empresas de agronegócios de hoje é originada de bases familiares rurais.

Não conseguimos encontrar conflitos entre os modelos de produção. O que enxergamos é uma total interação que se materializa pela evolução de conceitos de escalas produtivas, bem como de expansões de mercados.

 Entendemos então que a agricultura familiar se configura como um elemento central do agronegócio, pois representa boa parte da totalidade da nossa produção agropecuária: 84% da farinha de mandioca, 97% do fumo, 67% do feijão, 58% da carne, 52% do leite, 49% do milho, 40% das aves e ovos, 32% da soja e 31% do arroz.  Tais dados estatísticos foram retirados do antigo Censo Agropecuário 1995/96.

Conforme o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o Brasil exporta uma ordem de US$ 30 bilhões e importa apenas US$ 3,2 bilhões em produtos do agronegócio. A participação do agronegócio nas exportações brasileiras cresceu em março 1,5%. Já as importações diminuíram 5,3% em comparação com o mesmo mês de 2018. Os cinco principais segmentos exportadores do agronegócio brasileiro foram: complexo soja (US$ 3,98 bilhões; 46,0% do valor exportado); carnes (US$ 1,23 bilhão; 14,3% do valor exportado); produtos florestais (US$ 1,10 bilhão; 12,7% do valor exportado); café (US$ 467,39 milhões; 5,4% do valor exportado); complexo sucroalcooleiro (US$ 392,70 milhões; 4,5% do valor exportado).

Os dados do Censo Agropecuário de 2006 demonstram que 84,4% do total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros são pertencentes a grupos familiares, onde a metade deles reside na Região Nordeste.

De acordo com o estudo, ela constitui a base econômica de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes; responde por 35% do produto interno bruto nacional; e absorve 40% da população economicamente ativa do país. Ainda segundo o Censo, a agricultura familiar produz 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 21% do trigo do Brasil. Na pecuária, é responsável por 60% da produção de leite, além de 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos do país. A agricultura familiar possui, portanto, importância econômica vinculada ao abastecimento do mercado interno e ao controle da inflação dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

Com essas informações esperamos ter dado uma noção da dimensão sobre a importância da agropecuária sobre a nossa economia e assim, procuramos solidificar o conceito de que há uma relação direta e vital entre a agricultura familiar e o agronegócio.    

08/09/2019 08:43
GOVERNO FEDERAL INAUGUROU O OBSERVATÓRIO DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA.

Foi inaugurado nesta quinta-feira (5), na sede do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o Observatório da Agropecuária Brasileira. Tal ferramenta se destina a fornecer aos gestores acesso às informações de forte teor estratégico para a tomada de decisões, por parte dos produtores, bem como permitirá a elaboração de políticas públicas para o setor agropecuário.

O observatório tem a capacidade de integrar vários dados, que atualmente estão espalhados em vários setores do MAPA, o que ajudará aos gestores a montar estratégias que possam ter efeitos com focos principais nos pequenos produtores.

Seu desenvolvimento foi realizado em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O observatório é uma integração de 18 Projetos Estratégicos da gestão atual do MAPA, os quais objetivam ampliar a competividade e a produtividade da agropecuária brasileira. Tais projetos possibilitarão a identificação dos riscos de perdas de mercados, apontarão os desafios concernentes aos custos de produtores, exportadores e do Estado. Bem como classificarão os problemas sociais e ambientais no campo.

TECNOLOGIA EMPREGADA

O observatório conta com tecnologia de ponta, e possui seu funcionamento acontecendo em uma sala de situação interativa que está instalada na Secretaria de Inovação, instalada no edifício-sede do MAPA. No local será possível cruzar diferentes bases de dados sobre agropecuária, os quais serão expostos em um painel avançado de Inteligência (Business Inteligence).

No espaço de interação existem 12 telas de vídeo integradas, comungadas com recursos de interligação de dispositivos móveis, além de computadores e videoconferências. São várias informações que serão disponibilizadas, entre elas, teremos imagens de satélites, dados econômicos, comerciais e de produção nacional.

A grande expectativa é que o observatório, no futuro, alimente agentes públicos, de dados produzidos por outras instituições como: a Agência Nacional de Águas (ANA) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e disponibilize acesso ao público externo por intermédio de uma plataforma na web.

REFLEXÃO

A tecnologia como ponte para a informação, permitirá ao produtor, ser mais preciso para extrair melhores resultados de suas culturas. De uma forma ampla, desejamos para todas as regiões do país que as suas respetivas secretarias, aproveitem as informações para apoiar mais ainda o produtor em suas estratégias de campo e comerciais.  

01/09/2019 02:31
A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DE CUSTOS NO AGRONEGÓCIO, PARA SE ATINGIR OS RESULTADOS ESPERADOS.

Planejar e gerenciar, são geralmente tarefas pouco praticadas entre os produtores rurais, e que exigem muita disciplina. São essenciais para o sucesso do negócio, tendo em vista todos os investimentos necessários para se fazer girar a produção.

Todos sabemos que a produção agrícola está exposta a variáveis não controláveis como fatores climáticos e fatores mercadológicos de grande volatilidade.

Esse conjunto de situações, obriga ao empresário rural a possuir, além de uma excelente gestão técnica em sua produção, um aprimorado planejamento e controle quase cirúrgico de todas as suas despesas, dos seus custos e de suas receitas.

Meu amigo produtor, vamos falar um pouco, sobre como se pode atuar para se ter esse planejamento e esse controle em suas mãos.

 

O Primeiro passo é o PLANEJAMENTO

O Planejamento agrícola é de longe, uma das principais ferramentas utilizadas pelas fazendas que conseguem extrair os melhores resultados financeiros de seus plantios.

Ao iniciar o ano agrícola, se deve fazer uma programação da lavoura, ou seja, definir as áreas de cada cultura, bem como seus custos por hectare e sua produção esperada. Além de definir os fluxos das atividades com os seus respectivos custos.

Na sequência, todas as atividades operacionais, deverão ser definidas em cada talhão e devidamente registradas. Para que quaisquer imprevistos e desvios, possam ser detectados e algumas ações corretivas possam ser tomadas a tempo.


Fonte: Agência Embrapa de Informação Tecnológica - EMBRAPA

 

O Segundo passo é o REGISTRO DAS MOVIMENTAÇÕES DIÁRIAS

Ao se fazer a aquisição de qualquer peça para implementos, insumos agrícolas e outros itens que sejam requeridos pela produção, bem como pela manutenção da propriedade, estes devem ser registrados especificando: data, fornecedor, descrição do item, quantidade e valor. Sugerimos que, para se ter uma visão de gestão mais objetiva, se crie um PLANO DE CONTAS simples. A devida ordenação das contas no plano de contas, possibilitará inclusive a geração de relatórios objetivos, classificados por período, o que lhes permitirá a análise gradual de suas receitas e despesas, independente da natureza destas, para que se possa comparar com o quê foi planejado.

 

O Terceiro passo é o REGISTRO DAS ATIVIDADES REALIZADAS NAS CULTURAS

É de suma importância que, todas as atividades de manejo realizadas, sejam claramente registradas, detalhando a sua data de realização, o tipo de atividade, a extensão da área que foi trabalhada medida em hectares, os insumos e as quantidades aplicadas. Assim como as máquinas e os implementos que foram utilizados nas tarefas. Muito importante o uso do horímetro do início ao término de cada atividade, bem como a devida anotação.

 

O Quarto passo é o GERENCIAMENTO DOS CUSTOS DAS MÁQUINAS

O uso de máquinas constitui uma parte expressiva nos custos de produção, e o gestor rural possui uma capacidade de intervenção direta sobre estes. O que se torna bem mais difícil quanto aos custos de insumos e aos preços de venda da produção.

Logo é imprescindível, que se tenha um acompanhamento detalhado sobre as manutenções realizadas, o combustível consumido e as horas trabalhadas. Assim será possível detectar máquinas que expressam custos acima dos esperados, bem como detectar a má utilização de peças.

 

O Quinto passo é a ADMINISTRAÇÃO DOS ESTOQUES DA FAZENDA

Acompanhar os estoques é fundamental para se evitar ficar com dinheiro parado. Estoque é investimento, mas é necessário se saber até quando se deve manter o estoque para não perder a oportunidade de o transformar em dinheiro. Assimile o seu acompanhamento de estoques, da mesma forma com que você, acompanha as suas contas de caixa e bancárias. Registre sempre o que entrou e o que saiu, bem como para onde foi. Tudo de uma maneira que seja possível fazer um inventário a qualquer instante, e que se verifique se as quantidades disponíveis estão dentro do esperado.

Assim, será possível verificar quaisquer desperdícios ou desvios dos itens que estejam estocados.

 

O Sexto passo é a ANÁLISE

Após termos registrado diariamente as movimentações financeiras, as movimentações de máquinas e de estoques, conseguiremos gerar relatórios com os valores movimentados, com visão pelo Plano de Contas, custos das máquinas após manutenções e combustíveis, bem como seus respectivos custos por hora de operação. Assim conseguiremos checar se os saldos e movimentações de insumos e peças, que estão no estoque, conferem com o esperado.

Agora teremos como comparar as apurações com os valores planejados, e poderemos identificar possíveis desvios e suas causas.

 

Fizemos aqui apenas um pequeno roteiro para que você possa fazer a gestão financeira da sua fazenda. Evidentemente, na medida que você for evoluindo em seus controles, poderemos agregar mais etapas para aperfeiçoarmos a sua gestão, como por exemplo, a criação de planos de rateios para dar mais precisão aos custos de produção.

O que vale a pena mesmo é começar o seu gerenciamento, mesmo que de uma forma mais simples.

30/08/2019 03:50
CONSIDERAÇÕES SOBRE O PIB DO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2019 PARA A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA

Nesta quinta-feira, 29 de agosto de 2019, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os dados do PIB do segundo trimestre deste ano, demonstrando um avanço de 0,4% com relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar de o número ter ficado acima das expectativas que estavam pairando entre 0,2% e 0,3%, cabe fazermos algumas considerações.

O resultado excluiu a possibilidade de entrarmos em uma recessão técnica, o que se concretiza quando o PIB encolhe em dois trimestres consecutivos. Segundo o IBGE este avanço econômico, sob a ótica da produção, se deu pelo crescimento de 0,7% do crescimento da indústria e de 0,3% do setor de serviços, porém a agropecuária teve um recuo de 0,4%.

Procurando entender o acanhamento do resultado da agropecuária, encontramos um dos pontos mais relevantes, que foi a queda na produção da soja. Precisamos compreender que o agronegócio obedece a sazonalidades diferentes de outros mercados, logo a queda de 0,4% do PIB da agropecuária encontra explicação também, nos períodos oscilantes das lavouras. Mas, devemos destacar que, o milho vem ganhando expressividade na margem de contribuição da safra nacional, e que o mesmo vem apontando crescimento tanto de produção, quanto de produtividade conforme dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Sabemos que um terço da produção de milho é colhida na primeira metade do ano, e isso nos anima com as perspectivas sobre o possível reflexo positivo das futuras colheitas sobre os indicadores econômicos do setor.

Entendemos que o mercado precisa ganhar mais confiança e, para tanto, as reformas ocupam um papel fundamental. Mas não podemos acreditar que apenas estas irão resolver. Todo o macro ambiente precisa melhorar.

Analisamos também que o crescimento de 5,2% no PIB da Formação Bruta de Capital (FBCF) no segundo trimestre, e de 3,2% no primeiro trimestre, assinalam um bom indício de que os investimentos estão retornando.

 

 

 

 

 

 

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